Você vai conseguir enfim me apunhalar, você vai me velar, chorar, vai me cobrir e me ninar...
Você vai me Seguir
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Você vai me seguir aonde quer que eu vá
Você vai me servir, você vai se curvar
Você vai resistir, mas vai se acostumar
Você vai me agredir, você vai me adorar
Você vai me sorrir, você vai se enfeitar
E vem me seduzir
Me possuir, me infernizar
Você vai me trair, você vem me beijar
Você vai me cegar e eu vou consentir
Você vai conseguir enfim me apunhalar
Você vai me velar, chorar, vai me cobrir
e me ninar
07/12/2009
26/11/2009
MUPPETS CANTANDO BOHEMIAN RHAPSODY
Galera, é espetacularmente genial o vídeo abaixo.
Essa é para os fãs de Queen e dos Muppets.
São os Muppets recriando o clássico vídeo de Bohemian Rapsody. Hilário!
No vídeo, os personagens da série só deixaram de fora o trecho da letra de Freddie Mercury que diz "Mamãe, acabei de matar um homem / Encostei a arma em sua cabeça / Puxei o gatilho, agora ele está morto", versos impróprios para o público infantil. A solução "encontrada" pelo irascível muppet Animal é engenhosa - além de hilariante!
Veja agora o vídeoclip original
E aí, curtiu?
Essa é para os fãs de Queen e dos Muppets.
São os Muppets recriando o clássico vídeo de Bohemian Rapsody. Hilário!
No vídeo, os personagens da série só deixaram de fora o trecho da letra de Freddie Mercury que diz "Mamãe, acabei de matar um homem / Encostei a arma em sua cabeça / Puxei o gatilho, agora ele está morto", versos impróprios para o público infantil. A solução "encontrada" pelo irascível muppet Animal é engenhosa - além de hilariante!
Veja agora o vídeoclip original
E aí, curtiu?
20/11/2009
O MEDO e o Homem

O Medo andava de lado
olhava de soslaio
falava baixo
e se esgueirava pelas sombras;
O Medo caminhava elíptico
curvando sobre os pés
que se arrastavam
pesados;
O Homem, por sua vez,
titubeava no espaço
pálido, arredio, indeciso,
O Homem não tinha mira, nem seta.
Na rua morta,
O Homem encontrou o Medo e se encolheu.
O Medo sugou o Homem
à partir de suas mãos
O Homem deixou-se engolir:
pernas, braços, tórax
sonhos, amplidão e alma.
Até que não havia nem Homem nem Medo
Havia apenas o escuro
numa lacuna triste
daquilo que poderia ter sido, mas nunca foi.
Homem e Medo são hoje amálgama.
EDNALDO TORRES FELÍCIO
18/10/2009
ISSO NÃO É UMA METÁFORA
Dentro dela tem outra vida
E isso não é uma metáfora.
Dentro dela tem um pouco de mim
que está se desenvolvendo
E isso não é uma metáfora.
Ela agora são dois
E isso não é uma metáfora.
Estou completamente bobo
com ela e com o que está dentro dela.
E ISSO NÃO É UMA METÁFORA!
EDNALDO TORRES FELÍCIO
E isso não é uma metáfora.
Dentro dela tem um pouco de mim
que está se desenvolvendo
E isso não é uma metáfora.
Ela agora são dois
E isso não é uma metáfora.
Estou completamente bobo
com ela e com o que está dentro dela.
E ISSO NÃO É UMA METÁFORA!
EDNALDO TORRES FELÍCIO
16/10/2009
PECADO

Há pecados que escondemos
debaixo dos escombros e da destruição
No escuro os encontramos
e deliciamos sua tentação
Pecados guardados quietos
por medo grande da inquisição
que é nossa consciência sem afeto
anjo torto sem perdão
São erros repetidos sem verso,
sem prosa, sem alma, sem emoção
São defeitos de um projeto
que não nos deixa ser a perfeição
Tolos, dormimos entre o sonho
entre a alma e a perdição
quais poetas de botecos
entre letras soltas e solidão.
Pecados sob a lua
sob a pele
sob alma.
Nu(m) alçapão
Pecados desalmados
nos fazendo mais cão
menos gente, menos luz
mais bicho, menos razão
Pecados que se repetem
e nos repelem da amplidão
Mas gostamos tanto de pecar...
E noite após noite
nos encontramos com eles
agradecendo a Lúcifer pela tentação.
Nossa alma já perdida
sem rumo ou direção
saciada de pecado
se afasta da salvação
Somos filhos do Pecado
deliciados de imperfeição
Predadores de nós mesmos
demônios a esmo na escuridão
Noite a noite se escuta
a voz do pecado na multidão
Sereia que canta nua
Convidando os tolos à maldição.
Há pecados que escondemos
debaixo dos escombros e da destruição
Há pecados proibidos que queremos
repeti-los à exaustão.
Pecados...
EDNALDO TORRES FELICIO
pecador?
06/10/2009
AO MEU PAI (84 ANOS)
Menino Guerreiro:
GONZAGUINHA
Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas...
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura...
Guerreiros são pessoas
Tão fortes, tão frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito...
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sono
Que os tornem refeitos...
É triste ver meu homem
Guerreiro menino
Com a barra do seu tempo
Por sobre seus ombros...
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que tem no peito
Pois ama e ama...
Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho...
E sem o seu trabalho
O homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata...
Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz...
É triste ver meu homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros...
Eu vejo que ele sangra
Eu vejo que ele berra
A dor que tem no peito
Pois ama e ama...
Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho...
E sem o seu trabalho
O homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata...
Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz...
Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz...
05/10/2009
texto do blog do Rodrigo Viana
Vira-latas tentam atrapalhar a festa do Rio-2016
O complexo de vira-lata segue fortíssimo em nosso país. Se bem que, agora, parece mais restrito a setores da classe média...
Falo das estranhas reações a esse acontecimento maravilhoso: a vitória do Rio como sede das Olimpíadas de 2016.
Estava eu fora do alcance da internet - gravando uma reportagem nas proximidades de Iguape, no litoral sul de São Paulo - quando o Rio foi anunciado vencedor. Comemorei, em mensagens enviadas por celular à minha mulher - que é carioca.
Quando cheguei a São Paulo, na noite desta sexta, também comemorei com meu filho Vicente, outro nascido no Rio de Janeiro.
Em qualquer lugar do planeta seria mesmo motivo para comemorar. Mas, no Brasil, aparecem nessas horas os corvos agourentos: e a a corrupção? e as favelas? e a violência?
Mas que diabos! Parece-me tão óbvio que Olimpíadas não são (nem nunca serão) o remédio para nossos problemas seculares, parece-me isso tão óbvio (repito!) que sinto até vergonha de precisar argumentar diante de certas coisas que comecei a ouvir e a ler, assim que botei os pés de novo em São Paulo, nesta histórica sexta-feira.
Aos poucos, fui-me lembrando das diferenças entre Rio e São Paulo. Paulistano que sou, posso dizer sem medo de errar: parte das pessoas que vivem aqui na minha terra não gosta muito do Brasil. A verdade é essa.
Era esse o tom dos comentários que ouvi no rádio do carro, a caminho de casa. O locutor ia lendo os e-mails dos ouvintes, que criticavam a escolha do Rio: eram comentários mal-humorados, ranhetas, complexados.
No futebol, o brasileiro superou esse complexo de vira-lata. Nelson Rodrigues foi quem cunhou a expressão. Foi ele também quem mostrou como Pelé, com sua pose de rei, indicava a seus colegas em campo: somos fortes, somos bons, falta só acreditar em nós mesmos.
Lá pelas décadas de 50/60, com Pelé, superamos o complexo. Mas só no futebol. A síndrome do vira-lata infeliz continuou a nos abater em outras áreas..
Os mais pobres, em anos recentes, parecem ter vencido o complexo. Até porque não têm muita escolha. São brasileiros até o último fio de cabelo. Para o bem e para o mal. Melhor brigar e trabalhar pra fazer dese país uma terra um pouco melhor.
A vitória e a reeleição de Lula são a prova de que parte dos brasileiros, especialmente os de origem mais humilde, superou o complexo. É uma parcela de brasileiros que foi capaz de eleger um homem monoglota, sem estudo, e além de tudo sem um dedo (ah, como essa marca do trabalho braçal incomoda nossas elites) para liderar o país.
Em contrapartida, a escolha - por duas vezes - de um presidente com esse perfil parece ter acirrado ainda mais o complexo de vira-lata, entre certos setores de nossa classe média. É uma parte dos brasileiros (e como são numerosos em São Paulo) que não gostam de ser brasileiros. Gostam de ser netos de italianos, bisnetos de alemães, trinetos de poloneses, tataranetos de espanhóis.
Eles se envergonham do Lula que discursa em "português" na cerimônia do comitê olímpico (ouvi um sujeito falando disso hoje na rua). Queriam que discursasse em javanês?
Eles se envergonham do Lula que chora. Preferiam, talvez, o tom afetado daquele outro presidente, que adorava fazer piadas sem graça, e preferia discursar em francês ou inglês (tremendo complexo de vira-lata) para agradar os gringos...
Com Lula, o Brasil deixou de se ver como colônia.
Os problemas do Brasil - com ou sem Olimpíadas - são enormes. Cabe a nós resolvê-los. Podemos tentar fazer as duas coisas ao mesmo tempo: cuidar de nossos problemas, e organizar as Olimpíadas. Isso parece uma obviedade sem tamanho!
Ou alguém acha - por exemplo - que um sujeito, só porque ainda está pagando as prestações da casa, não pode fazer uma bela festa de fim-de-ano para os vizinhos e os amigos?
A escolha do Rio é reconhecimento da grandeza do Brasil. Não deve nos fazer ufanistas. Mas a verdade é que merecemos comemorar. Sem dar bola para os corvos agourentos. Eles que curem seus complexos viajando para Miami nas férias. E deixem o Brasil trabalhar para fazer uma bela Olimpíada em 2016.
Parabéns ao Rio. Viva o Brasil.
O complexo de vira-lata segue fortíssimo em nosso país. Se bem que, agora, parece mais restrito a setores da classe média...
Falo das estranhas reações a esse acontecimento maravilhoso: a vitória do Rio como sede das Olimpíadas de 2016.
Estava eu fora do alcance da internet - gravando uma reportagem nas proximidades de Iguape, no litoral sul de São Paulo - quando o Rio foi anunciado vencedor. Comemorei, em mensagens enviadas por celular à minha mulher - que é carioca.
Quando cheguei a São Paulo, na noite desta sexta, também comemorei com meu filho Vicente, outro nascido no Rio de Janeiro.
Em qualquer lugar do planeta seria mesmo motivo para comemorar. Mas, no Brasil, aparecem nessas horas os corvos agourentos: e a a corrupção? e as favelas? e a violência?
Mas que diabos! Parece-me tão óbvio que Olimpíadas não são (nem nunca serão) o remédio para nossos problemas seculares, parece-me isso tão óbvio (repito!) que sinto até vergonha de precisar argumentar diante de certas coisas que comecei a ouvir e a ler, assim que botei os pés de novo em São Paulo, nesta histórica sexta-feira.
Aos poucos, fui-me lembrando das diferenças entre Rio e São Paulo. Paulistano que sou, posso dizer sem medo de errar: parte das pessoas que vivem aqui na minha terra não gosta muito do Brasil. A verdade é essa.
Era esse o tom dos comentários que ouvi no rádio do carro, a caminho de casa. O locutor ia lendo os e-mails dos ouvintes, que criticavam a escolha do Rio: eram comentários mal-humorados, ranhetas, complexados.
No futebol, o brasileiro superou esse complexo de vira-lata. Nelson Rodrigues foi quem cunhou a expressão. Foi ele também quem mostrou como Pelé, com sua pose de rei, indicava a seus colegas em campo: somos fortes, somos bons, falta só acreditar em nós mesmos.
Lá pelas décadas de 50/60, com Pelé, superamos o complexo. Mas só no futebol. A síndrome do vira-lata infeliz continuou a nos abater em outras áreas..
Os mais pobres, em anos recentes, parecem ter vencido o complexo. Até porque não têm muita escolha. São brasileiros até o último fio de cabelo. Para o bem e para o mal. Melhor brigar e trabalhar pra fazer dese país uma terra um pouco melhor.
A vitória e a reeleição de Lula são a prova de que parte dos brasileiros, especialmente os de origem mais humilde, superou o complexo. É uma parcela de brasileiros que foi capaz de eleger um homem monoglota, sem estudo, e além de tudo sem um dedo (ah, como essa marca do trabalho braçal incomoda nossas elites) para liderar o país.
Em contrapartida, a escolha - por duas vezes - de um presidente com esse perfil parece ter acirrado ainda mais o complexo de vira-lata, entre certos setores de nossa classe média. É uma parte dos brasileiros (e como são numerosos em São Paulo) que não gostam de ser brasileiros. Gostam de ser netos de italianos, bisnetos de alemães, trinetos de poloneses, tataranetos de espanhóis.
Eles se envergonham do Lula que discursa em "português" na cerimônia do comitê olímpico (ouvi um sujeito falando disso hoje na rua). Queriam que discursasse em javanês?
Eles se envergonham do Lula que chora. Preferiam, talvez, o tom afetado daquele outro presidente, que adorava fazer piadas sem graça, e preferia discursar em francês ou inglês (tremendo complexo de vira-lata) para agradar os gringos...
Com Lula, o Brasil deixou de se ver como colônia.
Os problemas do Brasil - com ou sem Olimpíadas - são enormes. Cabe a nós resolvê-los. Podemos tentar fazer as duas coisas ao mesmo tempo: cuidar de nossos problemas, e organizar as Olimpíadas. Isso parece uma obviedade sem tamanho!
Ou alguém acha - por exemplo - que um sujeito, só porque ainda está pagando as prestações da casa, não pode fazer uma bela festa de fim-de-ano para os vizinhos e os amigos?
A escolha do Rio é reconhecimento da grandeza do Brasil. Não deve nos fazer ufanistas. Mas a verdade é que merecemos comemorar. Sem dar bola para os corvos agourentos. Eles que curem seus complexos viajando para Miami nas férias. E deixem o Brasil trabalhar para fazer uma bela Olimpíada em 2016.
Parabéns ao Rio. Viva o Brasil.
03/10/2009
A elite está se roendo. A elite odeia o Brasil
A elite está se roendo. A elite odeia o Brasil
Lula tem sorte. "Rabo", é o que eles dizem.
O pré-sal foi rabo. A Copa foi rabo. As Olimpíadas? Rabo.
O Brasil? Um horror. É corrupto. Imagine só o que "eles" vão fazer com as verbas das Olimpíadas. Imaginem o que "eles" vão fazer com o dinheiro de nossos impostos.
Cá entre nós, quem é que gosta de esporte?
Quem é que vai se espremer em um estádio sem poder dizer no dia seguinte que teve algum tipo de privilégio?
Privilégio.
Essa é a palavra que define a elite brasileira.
O camarote da Brahma. O lounge exclusivo do aeroporto. A sala VIP.
A separação entre Casa Grande e Senzala é a matriz da brasilidade.
Para os amigos, tudo. Para os inimigos, toda a força da lei.
A cela especial dos diplomados. Os habeas corpus do banqueiro. Os negros que enriquecem e se tornam brancos.
Lula embaralhou bastante as cartas. É um sucesso de público.
Daí o estratagema da elite. Lula sim, o PT não. Lula sim, o Itamaraty é um horror -- dominado por chavistas. Lula é um democrata, Morales um demagogo.
É uma forma de negar o protagonismo histórico de Lula e, portanto, da classe na qual ele se originou.
É uma forma de dizer que Lula é inocente, tão vítima quanto todos nós de seus assessores "esquerdistas".
É a forma antropofágica de nossa elite de engolir Lula, ao mesmo tempo negando tudo o que ele de fato representa.
Por isso, o "rabo" de Lula. A sorte de Lula.
Lembrem-se, o pré-sal não foi resultado da sabedoria da Petrobras.
A Copa do Mundo não foi mérito do Brasil.
As Olimpíadas não foram mérito do Rio de Janeiro.
Não, foi tudo "sorte" do Lula.
Foi um acaso. Foi "rabo".
O BrasIl? É um horror. "Eles" são corruptos. "Eles" elegem gente corrupta. "Eles" não sabem gastar nosso dinheiro.
O Brasil são "eles", aqueles que não tem acesso ao nosso camarote, à nossa Casa Grande, à nossa sala VIP.
Se eles fossem como a gente, seríamos Paris. Ou Nova York.
Infelizmente, somos Brasil.
PS: É por isso que, hoje, quando o Rio ganhou, celebrei com os colegas de "firma". Depois, fomos todos trabalhar.
LUIZ CARLOS AZENHA
(retirado do blog VIOMUNDO http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-elite-esta-se-roendo-a-elite-odeia-o-brasil/ )
Lula tem sorte. "Rabo", é o que eles dizem.
O pré-sal foi rabo. A Copa foi rabo. As Olimpíadas? Rabo.
O Brasil? Um horror. É corrupto. Imagine só o que "eles" vão fazer com as verbas das Olimpíadas. Imaginem o que "eles" vão fazer com o dinheiro de nossos impostos.
Cá entre nós, quem é que gosta de esporte?
Quem é que vai se espremer em um estádio sem poder dizer no dia seguinte que teve algum tipo de privilégio?
Privilégio.
Essa é a palavra que define a elite brasileira.
O camarote da Brahma. O lounge exclusivo do aeroporto. A sala VIP.
A separação entre Casa Grande e Senzala é a matriz da brasilidade.
Para os amigos, tudo. Para os inimigos, toda a força da lei.
A cela especial dos diplomados. Os habeas corpus do banqueiro. Os negros que enriquecem e se tornam brancos.
Lula embaralhou bastante as cartas. É um sucesso de público.
Daí o estratagema da elite. Lula sim, o PT não. Lula sim, o Itamaraty é um horror -- dominado por chavistas. Lula é um democrata, Morales um demagogo.
É uma forma de negar o protagonismo histórico de Lula e, portanto, da classe na qual ele se originou.
É uma forma de dizer que Lula é inocente, tão vítima quanto todos nós de seus assessores "esquerdistas".
É a forma antropofágica de nossa elite de engolir Lula, ao mesmo tempo negando tudo o que ele de fato representa.
Por isso, o "rabo" de Lula. A sorte de Lula.
Lembrem-se, o pré-sal não foi resultado da sabedoria da Petrobras.
A Copa do Mundo não foi mérito do Brasil.
As Olimpíadas não foram mérito do Rio de Janeiro.
Não, foi tudo "sorte" do Lula.
Foi um acaso. Foi "rabo".
O BrasIl? É um horror. "Eles" são corruptos. "Eles" elegem gente corrupta. "Eles" não sabem gastar nosso dinheiro.
O Brasil são "eles", aqueles que não tem acesso ao nosso camarote, à nossa Casa Grande, à nossa sala VIP.
Se eles fossem como a gente, seríamos Paris. Ou Nova York.
Infelizmente, somos Brasil.
PS: É por isso que, hoje, quando o Rio ganhou, celebrei com os colegas de "firma". Depois, fomos todos trabalhar.
LUIZ CARLOS AZENHA
(retirado do blog VIOMUNDO http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-elite-esta-se-roendo-a-elite-odeia-o-brasil/ )
23/09/2009
ART GALLERY
Quando eu era bem pequeno, adorava acordar cedinho, me arrastar até a frente da TV, me enrolar no sofá e ver desenhos como esse clássico aí embaixo:
18/09/2009
Uma lição de Corinthianismo

Uma lição de Corinthianismo
Com 65 anos de idade, 65 anos de CORINTHIANS e 60 anos de Pacaembú, eu pensava que já tinha visto todas as demonstrações de amor ao meu time. Mas não. Só entendi o que significa ‘Ser CORINTHIANO’ no primeiro jogo que disputamos pela Série B, no Pacaembú, em 2008. Estava com meus filhos e com meus netos no meio da torcida, no setor amarelo. Um senhor negro, idoso, passos curtos, semblante sofrido, pediu para ficar um pouco a meu lado e me contou: “Osmar, há dez dias tive o terceiro enfarte do miocárdio e já soube pelo médico que meu fim está próximo, provavelmente este ano. Moro no interior, longe. Pedi a um amigo que me trouxesse aqui, hoje. Eu vim me despedir do CORINTHIANS”. Me abraçou com olhos lacrimejantes e foi embora. Chorei também. Meus netos ficaram calados e tiveram uma lição de CORINTHIANISMO que eu jamais poderia lhes dar.
.
Relato de Dr. Osmar de Oliveira, retirado do livro FIEL 100 ANOS – de Lázaro Simões Neto (Lalau).
15/09/2009
dica de filme!
Nesse último fim de semana, assisti em 3D ao excelente filme "UP - ALTAS AVENTURAS" em 3D.
O filme tem uma levesa e uma delicadesa incomuns para filmes Disney. Me emocionou. Me fez lembrar meus pais, me fez pensar em minha esposa, me fez pensar em tantas coisas...
A voz do velhinho no filme é dublada pelo impagável Chico Anysio, que coloca emoção ímpar e faz com que a gente lembre de uma avô distante.
Excelente filme. Bonito, animado pra molecada, bacana pros adultos. RECOMENDO!
O filme tem uma levesa e uma delicadesa incomuns para filmes Disney. Me emocionou. Me fez lembrar meus pais, me fez pensar em minha esposa, me fez pensar em tantas coisas...
A voz do velhinho no filme é dublada pelo impagável Chico Anysio, que coloca emoção ímpar e faz com que a gente lembre de uma avô distante.
Excelente filme. Bonito, animado pra molecada, bacana pros adultos. RECOMENDO!
08/09/2009
07/09/2009
PAIXÃO
O que nos move?
o que nos apaixona tanto?
nos faz sofrer, chorar, gritar
e ser - acima de tudo - feliz?
O que nos une?
O que nos humaniza?
O que nos faz diferentes dos demais?
Quatro palavras
99 anos
SPORT CLUBE CORINTHIANS PAULISTA
Só quem é, sabe do que digo...
o que nos apaixona tanto?
nos faz sofrer, chorar, gritar
e ser - acima de tudo - feliz?
O que nos une?
O que nos humaniza?
O que nos faz diferentes dos demais?
Quatro palavras
99 anos
SPORT CLUBE CORINTHIANS PAULISTA
Só quem é, sabe do que digo...
22/08/2009
Homenagem para minha esposa e para filho que ela me dará
Como Un Pájaro Libre
Mercedes Sosa
Como un pájaro libre de libre vuelo,
Como un pájaro libre así te quiero.
9 meses te tuve creciendo dentro
Y aún sigues creciendo y descubriendo
Descubriendo, aprendiendo a ser un hombre
No hay nada de la vida que no te asombre
Como un pájaro libre ...
Cada minuto tuyo lo vivo y muero
Cuando no estás mi hijo como te espero
Pues el miedo, un gusano, me roe y come
Apenas abro un diario busco tu nombre
Como un pájaro libre ...
Muero todos los días, pero te digo
No hay que andar tras la vida como un mendigo
El mundo está en ti mismo, debes cambiarlo
Cada vez el camino es menos largo
Como un pájaro libre ...
21/08/2009
Raul Seixas
Faz 20 anos que Raul Seixas se foi. Se foi? hehehe Tem gente que acredita que ele se foi, mas ele pegou foi um disco voador chamado PLUNCT PLACT ZUM e foi conversar com seres de outros mundos...
Raul Seixas tem um papel muito importante em minha vida. Foi através da obra dele que eu comecei a acreditar em mim e vim pela adolescência plantando sonhos...
VIVA RAUL SEIXAS. ETERNO MALUCO.
Gospel
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas
Por que que o sol nasceu de novo e não amanheceu?
Por que que tanta honestidade no espaço se perdeu?
Por que que o Cristo não desceu lá do céu e o veneno só tem gosto de mel?
Por que que a água não matou a sede de quem bebeu?
Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho a caneta e não consigo escrever? (Escrever)
Por que que existem as canções que ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que aquele que você quer também já tem sempre ao teu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre sempre a perguntar? (A perguntar)
Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho a caneta e não consigo escrever? (Escrever)
Por que que existem as canções que ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que aquele que você quer também já tem sempre ao teu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre sempre a perguntar? (A perguntar)
Raul Seixas tem um papel muito importante em minha vida. Foi através da obra dele que eu comecei a acreditar em mim e vim pela adolescência plantando sonhos...
VIVA RAUL SEIXAS. ETERNO MALUCO.
Gospel
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas
Por que que o sol nasceu de novo e não amanheceu?
Por que que tanta honestidade no espaço se perdeu?
Por que que o Cristo não desceu lá do céu e o veneno só tem gosto de mel?
Por que que a água não matou a sede de quem bebeu?
Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho a caneta e não consigo escrever? (Escrever)
Por que que existem as canções que ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que aquele que você quer também já tem sempre ao teu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre sempre a perguntar? (A perguntar)
Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho a caneta e não consigo escrever? (Escrever)
Por que que existem as canções que ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que aquele que você quer também já tem sempre ao teu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre sempre a perguntar? (A perguntar)
20/08/2009
mamãe de meu filho (que vem)
07/08/2009
...e serei Pai outra vez!

Minha esposa está grávida. 8 semanas.
Tenho agora uma confusão de sentimentos que é estranha. é alegria, é medo, é euforia, é pânico...
Faz duas semanas que estou sabendo, mas ainda não tinha tido coragem de dividir com vcs. Calei meus dedos. Sensação de preocupação, de esperança... ainda não sei.
Ouvi o coração do bebê. Acho que senti o que a primeira pessoa que ouviu Mozart no mundo sentiu. Esse contato com o novo, com o belo, com o diferente.
Não sei se é menino ou menina. Sei apenas que é mágico. E como toda boa mágica, não tem uma explicação de pronto. Apenas é. Mágica.
E serão agora meses de espera. Mais que nunca entendo o significado de "esperar um bebê". Esperar, seu choro, seu riso, sua luz, esperar que ele tenha um pouco da mãe, um pouco do pai e seja tão diferente dos dois, tão melhor que os dois...
Esperar... Estamos esperando um bebê. Como quem dorme e espera um sonho, como quem sonha e espera o dia, como quem espera o dia e tem sono leve.
Gestar o novo, gestar o belo, gestar a vida que vem e precisa de cuidado, de carinho, de paz. Gestar a esperança e esperar o choro, o riso, o toque, a vida.
Esperar aquela mãozinha que segurará com cinco dedos pequetitos o polegar do pai.
Esperar pelos lábios famintos pelo leite da mãe. Esperar pelo corpinho de pele frágil e rósea, frágil e bela como deve ser a retina de Deus.
Esperar. Esperar o bebê. Não dar a luz a ele, mas dá-lo à luz...
Enquanto minha esposa e o bebê são dois em um só corpo, observo de longe e perto, grato, tão grato a Deus, ao Universo... à Vida! Por ela brotar dentro de meu lar...
madrugada de 7 de agosto de 2009, numa lan house qualquer
14/07/2009
08/07/2009
xubela (pelo amanhecer de 08 de julho 2009)
Caçada
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Não conheço seu nome ou paradeiro
Adivinho seu rastro e cheiro
Vou armado de dentes e coragem
Vou morder sua carne selvagem
Varo a noite sem cochilar, aflito
Amanheço imitando o seu grito
Me aproximo rondando a sua toca
E ao me ver você me provoca
Você canta a sua agonia louca
Água me borbulha na boca
Minha presa rugindo sua raça
Pernas se debatendo e o seu fervor
Hoje é o dia da graça,
hoje é o dia da caça e do caçador
Eu me espicho no espaço feito um gato
Pra pegar você, bicho do mato
Saciar a sua avidez mestiça
Que ao me ver se encolhe e me atiça
E num mesmo impulso me expulsa e abraça
Nossas peles grudando de suor
Hoje é o dia da graça,
hoje é o dia da caça e do caçador
De tocaia fico a espreitar a fera
Logo dou-lhe o bote certeiro
Já conheço seu dorso de gazela
Cavalo brabo montado em pelo
Dominante, não se desembaraça
Ofegante, é dona do seu senhor
Hoje é o dia da graça,
hoje é o dia da caça e do caçador
04/07/2009
Benjamin Jackson

No filme O Curioso Caso de Benjamin Button, a linha do tempo é invertida: o personagem nasce velho e vai remoçando até ficar criança no final. Charles Chaplin também se imaginou nessa situação e declarou: "Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para frente".
E agora que o Michael Jackson evaporou, cabe a analogia. Desde cedo ele teve que pegar no batente com as responsabilidades enfadonhas dos adultos. Depois, mas sempre ao contrario, MJ se tornou adolescente - por sinal, foi quando despontou como um grande bailarino, um cantor afinadíssimo, um artista completo, inovador; um Chaplin.
O tempo continuou invertido, com Michael cada vez mais um infante: brigou com os irmãos, reclamou dos pais - fez todos os tipos de estripulias, bizarrices; incluindo a de agarrar o próprio membro, enquanto se requebrava, de maneira tão acintosa quanto inofensiva. Quase sempre revelando uma mente infantil, estranha a um corpo adulto. Tanto que obsessivamente interferiu nesse corpo que não combinava com ele.
Usou de uma irresponsabilidade própria das crianças e tratou de fazer tudo que imaginou que podia. E podia muito - tinha dinheiro, tinha poder. E o que fariam as crianças se tivessem isso também e nada ou ninguém que lhes impedisse?".
Mas sobretudo há a questão da criatividade.
As pessoas maduras dão bons (e inúteis) conselhos; e diz a literatura que alguns dão bons amantes. Só que no quesito criatividade ninguém supera as crianças. Um artista, quanto mais artista ele for, mais infantil ele é. A razão atrapalha a inspiração. O próprio Michael Jackson para dançar daquele jeito dizia que não podia pensar durante os passos. (Nos desenhos animados os personagens voam sem perceber. Porém, quando se dão conta que não se voa apenas com o desejo, sem asas, eles caem).
Charles Chaplin era um vagabundo, "o" vagabundo. Os alvos dele eram os policiais empedernidos, os donos de lojas, os vigias, os responsáveis pela normalidade e, de uma maneira geral, a aristocracia e o esnobismo dos adultos. Mas o vagabundo tinha amigos, em especial crianças e cachorros.
Às vezes, porém, criador e criatura se confundem. Na vida real, assim como MJ, Chaplin foi acusado de pedofilia.
Sim, há um mundo real. Esse mundo tem regras. É justamente o mundo que os artistas confrontam. Um mundo que condena os excessos dos artistas. O mesmo mundo que chora intensamente a perda deles.
Quando morre uma criança, morre parte da nossa criatividade, e da nossa ilusão.
José Pedro Goulart é cineasta e jornalista.
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